Bloqueios nervosos periféricos — guia clínico prático - Easy Medicina

Bloqueios nervosos periféricos: guia prático para clínicos

Filipe Lírio Malta Por Filipe Lírio Malta · 2 de julho de 2026 · 3 min de leitura

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ndamentais para cirurgias de membro superior e analgesia perioperatória. Nestes procedimentos, o uso de ultrassom aumentou a precisão e reduziu complicações quando realizado por profissionais treinados.

Resumo executivo

Este guia prático descreve. Além disso, indicações, técnica guiada por ultrassom, doses recomendadas e principais complicações. Fornece um checklist de segurança para a sala de cirurgia e orientações rápidas para manejo de eventos adversos.

Indicações e contraindicações

Indicações incluem; por exemplo, cirurgias em ombro, braço e mão, analgesia pós-operatória e situações em que se deseja reduzir o uso de opioides. Contraindicações absolutas: infecção no local de punção e alergia conhecida ao anestésico local. Contraindicações relativas: coagulopatia não corrigida, instabilidade hemodinâmica.

Anatomia relevante (imagens)

Conhecer a anatomia, portanto, do plexo braquial em suas regiões (interscalênico, supraclavicular, infraclavicular, axilar) é essencial. Recomenda-se rever imagens anatômicas e treinar a identificação de estruturas por ultrassom antes de executar o bloqueio.

Técnicas passo a passo (ultrassom)

1) Posicionamento; em seguida, e assepsia. 2) Identificação anatômica com sonda linear 6-13 MHz. 3) Plano de inserção da agulha e visualização contínua do trajeto sob ultrassom. 4) Injeção por planos, aspirando antes de cada bolus e observando dispersão do anestésico.

Fármacos, volumes e doses

As opções incluem; ademais, lidocaína 1-2% para procedimentos curtos e bupivacaína/ropivacaína 0,25–0,5% para analgesia mais prolongada. Volumes variam com o tipo de bloqueio: por exemplo, supraclavicular 20–25 mL, axilar 20–30 mL, ajustando pelo peso e risco do paciente. Sempre calcule dose máxima por kg.

Complicações e manejo

Complicações incluem; no entanto, toxicidade sistêmica do anestésico local (LAST), pneumotórax (em bloqueios supraclaviculares), lesão neural e infecção. Medidas imediatas: suporte ABC, tratamento de convulsões, considerar lipid emulsion em casos de LAST conforme protocolos.

Checklist de segurança

– Confirmação de consentimento informado
– Revisão de alergias e coagulopatia
– Equipamento de emergência disponível
– Monitorização contínua (ECG, SpO2, PA)
– Marcações e timeout de segurança

Referências e leituras recomendadas

Consultar revisões recentes e guidelines de sociedades de anestesiologia; buscar artigos no PubMed sobre técnicas guiadas por ultrassom e lipid emulsion para LAST.

Em resumo, este guia oferece passos práticos e pontos de verificação para realizar bloqueios do plexo braquial com segurança. Portanto, treinar a identificação por ultrassom e seguir o checklist reduz riscos. Por fim, revisar doses e ter lipid emulsion disponível aumenta a segurança do procedimento.

Lembrete Easy

Estude com método: transforme conteúdo em perguntas, revise com repetição espaçada e feche o ciclo com questões.

Filipe Lírio Malta
Filipe Lírio Malta @filipelirio

Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
CEO da empresa Easy Medicina