Sabemos que a avaliação pré-anestésica é uma das disciplinas mais temidas na prova de residência médica – não por complexidade, mas por volume de detalhes. Você sabe diferenciar os riscos ASA? Conhece as contraindicações de medicações comuns? Sabe exatamente quanto tempo de jejum é exigido para cada tipo de cirurgia? Por conseguinte, este artigo vai direto aos pontos que a banca adora cobrar, com foco em critérios clínicos e condutas práticas. Consequentemente, vamos estruturar o conhecimento de forma que você consiga resolver qualquer questão sobre esse tema com segurança.
Portanto, vamos começar.
O que é avaliação pré-anestésica – pontos-chave e por que ela importa na prova
Antes de tudo, a avaliação pré-anestésica é o processo de avaliação clínica e de exames complementares realizado antes de uma cirurgia com anestesia geral, regional ou sedação. De fato, seu objetivo é identificar riscos; em outras palavras, orientar a escolha da técnica anestésica e prevenir complicações perioperatórias. Vale destacar que, portanto, essa avaliação não é apenas responsabilidade do anestesiologista.
Na prova de residência, a avaliação pré-anestésica aparece em várias formas. Então, vejamos as principais:
Ainda assim, vejamos cada um.
- Classificação de risco ASA – dito isto, praticamente toda banca testa isso
- Jejum pré-operatório – em resumo, consenso ASPEN/ASA com prazos específicos
- Avaliação da via aérea – por conseguinte, critérios Mallampati, Cormack-Lehane, distância tireomentoneana
- Contraindicações de drogas – igualmente, interações e adaptações em pacientes com comorbidades
- Risco de aspiração – sobretudo, fatores que determinam NPO pré-operatória
O problema principal é que muitos candidatos decoram as classificações ASA, mas não entendem o critério que coloca um paciente em cada nível. Resultado? Erram quando a questão traz um caso clínico real. Portanto, vamos entender a lógica antes de qualquer coisa.
Além disso, é crucial dominar.
Classificação ASA – fundamentos essenciais: entenda de verdade, não decore só o nome
A Escala ASA (American Society of Anesthesiologists) classifica o risco anestésico em 6 categorias. A banca cobra 90% das vezes nos casos clínicos. Veja bem, portanto, como cada nível se organiza:
Em seguida, vejamos a tabela.
| Classe ASA | Critério | Risco Perioperatório | Exemplo Clínico |
|---|---|---|---|
| ASA I | Paciente saudável, sem doença sistêmica | Mínimo | Paciente 25 anos, sem comorbidades, para apendicectomia eletiva |
| ASA II | Doença sistêmica leve, sem limitação funcional | Baixo | Hipertensão controlada, diabetes sem complicações, obesidade leve |
| ASA III | Doença sistêmica grave com limitação funcional | Intermediário | Infarto prévio, DPOC moderada, cirrose leve-moderada, diabetes com complicações |
| ASA IV | Doença sistêmica grave que ameaça a vida | Alto | Infarto agudo do miocárdio, edema pulmonar agudo, choque séptico |
| ASA V | Paciente moribundo, não se espera sobrevida > 24h sem cirurgia | Muito alto | Rotura de AAA com choque, traumatismo grave com instabilidade |
| ASA VI | Morte cerebral confirmada; doador de órgãos | Preparação para transplante | Paciente com morte cerebral documentada |
Por conseguinte, saiba: Dica de prova: ASA III vs IV é a distinção mais comum, portanto merece atenção extra. A diferença está em “limitação funcional” (III) vs “ameaça à vida” (IV). Por exemplo, um paciente com DPOC grave em uso de O₂ domiciliar 24h é ASA III. Em contraste, um paciente com cor pulmonale descompensado é ASA IV.
No entanto, existem regras claras.
Jejum pré-operatório – regras irrevogáveis: os prazos exatos que não variam
Indubitavelmente, o jejum pré-operatório tem consenso internacional e é testado com frequência porque candidatos confundem os horários. Assim, vamos deixar absolutamente claro:
Então, memorizeativamente:
| Tipo de Alimento/Bebida | Tempo de Jejum Mínimo |
|---|---|
| Líquidos claros (água, chá sem leite, suco sem polpa) | 2 horas |
| Leite materno | 3 horas |
| Leite de vaca / fórmula infantil | 4 horas |
| Refeição sólida (alimentos com gordura ou proteína) | 6-8 horas |
Além disso, retenha bem:
Regra de ouro: 2-4-6 é muito fácil de lembrar. Para criança que mamou leite materno, a resposta é 3 horas de jejum. Com fórmula infantil, aumentamos para 4 horas. Após refeição sólida, mínimo 6 horas. Dessa forma, você nunca mais erra esses prazos na prova.
Exceção de risco: Convém mencionar que pacientes com refluxo gastroesofágico, obesidade mórbida, gestantes e pacientes com obstáculo gástrico têm risco aumentado de aspiração. Nesse contexto, o jejum pode ser prolongado ou medicações pré-operatórias (ranitidina, metoclopramida) são indicadas.
Por outro lado, a via aérea merece atenção.
Avaliação de via aérea: os critérios que determinam intubação dificil
Cabe ressaltar que a avaliação de via aérea é crítica porque uma intubação difícil é complicação anestésica grave. Portanto, a banca cobra os critérios clássicos com frequência.
Escala de Mallampati
Por fim, vamos aos detalhes.
Realizada com o paciente sentado; portanto, observe, boca aberta, língua protrusa sem fonação. Além disso, é fundamental compreender cada grau:
- I (Fácil): visualização completa das amígdalas e úvula
- II (Fácil): úvula parcialmente visível
- III (Intermediária): apenas o palato mole visível, úvula não aparece
- IV (Difícil): somente o palato duro visível, nenhuma estrutura posterior
Mallampati III-IV sugere intubação difícil. Quando a questão de prova perguntar: “Paciente Mallampati IV. Qual a próxima conduta?”, as respostas esperadas incluem avaliação complementar (distância tireomentoneana, mobilidade cervical), planejamento de indução com manutenção de ventilação espontânea, e consideração de fibroscopia de vigília ou videolaringoscopia.
Distância Tireomentoneana (DTM)
Reafirmando medida da borda inferior. Em outras palavras do mento ao pomo de Adão com o pescoço em extensão máxima. Assim, os pontos de corte são:
- Superior a 6,5 cm: intubação fácil esperada
- Entre 6 e 6,5 cm: via aérea de risco intermediário
- Menor que 6 cm: risco aumentado para intubação difícil
Abertura Bucal (Distância Interincisiva)
Distância entre incisivos centrais superiores; assim sendo e inferiores com a boca aberta. Vale lembrar que. Consequentemente, os critérios são:
- > 4 cm: normal
- < 3 cm: risco de intubação difícil
Lembrete de prova: Se a questão apresenta “Mallampati IV + DTM < 6 cm + abertura bucal < 3 cm”, o risco de intubação difícil é ALTO. Nesses casos, a conduta é avisar o anestesiologista, ter equipamento de difícil manejo (lâminas alternativas, fibroscopia) disponível e considerar técnicas de indução diferenciadas.
Em seguida, vamos aos medicamentos.
Medicações pré-operatórias – parar vs continuar: o que parar, o que continuar
Inegavelmente muitos casos de complicação perioperatória; de fato ocorrem por manejo inadequado de medicações crônicas. A banca testa isso frequentemente porque é conhecimento prático essencial. Além disso, confundir qual medicação para e qual continua é erro grave em residência.
Drogas que DEVEM SER PARADAS
- Então, IECA / Bloqueadores AT1: parar 24h antes (risco de hipotensão intraoperatória); alguns anestesiologistas mantêm
- Com efeito, Anticoagulantes (varfarina, DOACs): parar conforme tipo e tipo de cirurgia; varfarina 3-5 dias antes, rivaroxabana/apixabana 24h antes, enoxaparina conforme cirurgia
- Principalmente, Aspirina: parar 7-10 dias antes se cirurgia de alto risco de sangramento; manter se risco cardíaco muito alto
- De fato, AINEs: parar 2-3 dias antes
- Ainda que, Metformina: parar no dia da cirurgia (risco de acidose lática se houver hipoxemia/hipoperfusão)
Drogas que DEVEM SER CONTINUADAS
- Beta-bloqueadores: continuar até o dia da cirurgia, inclusive manhã do procedimento (se for manhã, pode dar dose reduzida)
- Igualmente, Inibidores de bomba de prótons: continuar
- Assim sendo, Corticosteroides: continuar; se paciente em terapia crônica, aumentar dose no perioperatório (cobertura de estresse)
- Simultaneamente, Levotiroxina: continuar
- Por último, Antidepressivos: continuar (risco de síndrome de retirada se parar abruptamente)
Caso de prova clássico: Considere o seguinte cenário: “Paciente em uso de varfarina por fibrilação atrial. Cirurgia eletiva planejada em 3 dias. Qual a conduta?” A resposta esperada é: suspender varfarina 3-5 dias antes, fazer INR no dia anterior (alvo < 1,5), e considerar profilaxia com heparina EBPM se o risco tromboembólico for muito alto. Portanto, memorize essas sequências.
Por fim, considere a aspiração.
Risco de aspiração: quem precisa de cuidados especiais
Decerto, aspiração é complicação grave. Portanto, pacientes de risco devem ter jejum prolongado ou medicações pré-operatórias especiais. Vale ressaltar que identificar esses pacientes é responsabilidade multidisciplinar.
Fatores de risco aumentado:
- Inicialmente, obesidade mórbida (IMC > 40)
- Além disso, gravidez (especialmente > 12 semanas)
- Depois, refluxo gastroesofágico / hérnia de hiato sintomática
- Também, obstrução gástrica (úlcera, tumor, estenose)
- Pacientes com mobilidade reduzida (posição supina prolongada, imobilidade)
- Finalmente, cirurgia de emergência com estômago cheio
Conduta em paciente de risco:
- Dessa forma: ranitidina 50 mg IV 60-90 min antes (reduz pH gástrico)
- Logo, metoclopramida 10 mg IV 60 min antes (acelera esvaziamento gástrico)
- Em conclusão, citrato de sódio 30 mL VO 15 min antes (neutraliza conteúdo gástrico – menos usado)
- Jejum prolongado quando possível
- Outrossim, indução em seqüência rápida com pressão cricoide quando indicado
Exames complementares – indicações precisas pré-operatórios: quando indicar
Na verdade, não se pede ECG em todos os pacientes. Isso é material de prova frequente, pois candidatos costumam prescrever exames desnecessariamente. Assim, vamos esclarecer. As diretrizes internacionais de avaliação pré-operatória, publicadas pela Research sobre Preoperative Evaluation, padronizam essas indicações. Igualmente, estudos clínicos consolidados no National Library of Medicine reforçam essas recomendações.
Em seguida, vejamos a tabela.
| Exame | Indicação |
|---|---|
| ECG | Idade > 40 anos, história de cardiopatia, hipertensão, diabetes, cirurgia de grande porte |
| Radiografia Torácica | Idade > 60 anos, DPOC, insuficiência cardíaca, fumante, cirurgia pulmonar ou cardíaca |
| Hemograma | Cirurgia com sangramento esperado, anemia conhecida, comorbidades |
| Coagulograma (TP/TTPA) | Histórico de sangramento, em uso de anticoagulantes, hepatopatia, cirurgia de grande porte |
| Glicemia | Diabetes conhecido ou suspeito |
| Ureia/Creatinina | Idade > 60 anos, diabetes, hipertensão, nefropatia conhecida |
| Proteína total/albumina | Desnutrição suspeita, hepatopatia |
Regra prática: Quando houver uma cirurgia de baixo risco em paciente ASA I saudável? Apenas anamnese e exame físico. Em contraste, cirurgia de grande porte em ASA III-IV? Todos os exames acima. Dessa forma, você economiza tempo e acerta a prescrição.
Igualmente importante é conhecer.
Risco de complicações – fatores independentes perioperatórias: quem tem maior risco
Decerto, a prova cobra conhecimento dos fatores de risco independentes de complicação anestésica. Sendo assim, vamos listar os principais:
- Hipoxemia: DPOC, obesidade, posição supina prolongada, anestesia profunda prolongada
- Hipotensão: depleção de volume, uso de anestésicos potentes, sepse, insuficiência cardíaca
- Hipertensão: hipertensão descontrolada pré-operatória, estimulação cirúrgica inadequada, superficialidade anestésica
- Arritmia: cardiopatia prévia, hipoxemia, hipercapnia, hipokalemia, intubação traumática
- Tromboembolismo venoso: cirurgia de grande porte, imobilidade, câncer, trombofilia, obesidade
- Infecção pós-operatória: imunodepressão, diabetes, obesidade, cirurgia sucia/suja, duração cirúrgica > 2 horas
Ponto-chave para a prova: A avaliação pré-anestésica não é responsabilidade só do anestesiologista. Na verdade, o cirurgião, o clínico geral e toda a equipe devem conhecer esses riscos para otimizar o paciente antes da cirurgia. Portanto, estude com essa perspectiva interdisciplinar.
Do mesmo modo, o estudo deve ser.
Estratégias de estudo para dominar avaliação pré-anestésica
Para arrasar em questões de avaliação pré-anestésica na residência, siga estas orientações:
No entanto, siga estas estratégias:
- Decore os critérios ASA com exemplos clínicos reais. Não é só nome – é saber colocar um paciente em cada classe rapidamente. Assim, treine com amigos ou colegas.
- Pratique com casos clínicos. Vire o paciente clínico em avaliação pré-anestésica rapidamente: “Paciente 58 anos, ex-fumante, HAS, DM2, para colecistectomia. ASA? Jejum? Via aérea? Medicações?”. Este é exatamente o tipo de questão que cai em provas. Portanto, resolva pelo menos 10 casos assim.
- Domine os prazos de jejum. 2-4-6 é fácil de lembrar. Teste com diferentes alimentos na sua cabeça. Além disso, conheça as exceções.
- Saiba diferençar intubação fácil de difícil. Mallampati, DTM, abertura bucal – combine os critérios. Assim, você previne surpresas na prova.
- Conheça medicações que parar vs continuar. A banca adora pedir conduta com varfarina, metformina, IECA. Saiba as diferenças. Consequentemente, crie um quadro resumido.
- Estude com a plataforma Easy Medicina. Aqui você encontra resumos, esquemas de decisão e centenas de questões de residência comentadas. Além disso, muitos candidatos aprovados começaram estudando avaliação pré-anestésica de forma estruturada em plataformas desse tipo.
Conclusão: o mapa mental final
Finalmente, a avaliação pré-anestésica não é complicada – é detalhista. Se você dominar os 4 pilares abaixo, vai acertar 95% das questões:
No entanto, siga estas estratégias:
- ASA: paciente saudável I, doença leve II, grave III, ameaça vida IV, moribundo V, morte cerebral VI.
- Jejum: 2-4-6 horas conforme tipo de alimento.
- Via aérea: Mallampati, DTM, abertura bucal – combine para prever dificuldade.
- Medicações: parar anticoagulantes/IECA/aspirina, continuar beta-bloqueadores/IBP/corticoides.
Por fim, com essas informações bem fixadas, você vai resolver questões de avaliação pré-anestésica com segurança e rapidez. Portanto, estude agora e boa sorte na prova de residência!
